TEMA: Pré-socráticos
II
Nossa aula foi:
1ºA,quinta-feira,
12 de março de 2026 .
1ºB,quinta-feira,
12 de março de 2026 .
1ºC,quinta-feira,
12 de março de 2026 .
EIXO TEMÁTICO
HABILIDADE NA BNCC
(EM13CHS103) Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCHS103A) Identificar o objeto e os objetivos das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas elaborando hipóteses sobre os processos sociais, políticos, econômicos, espaciais, ambientais e culturais para distinguir suas aproximações e diferenças frente a outras ciências.
Compreender o que é Filosofia, seus conceitos, suas origens e suas características.
Analisar a passagem da Mitologia para a Filosofia e o Surgimento da Pólis, conceituando a DOXA EPISTEME: a diferença entre a opinião e o conhecimento e o posicionamento crítico e questionador da filosofia
CONTEÚDO
Subjetividade
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender o conceito de monismo e relacionar a ideia de “um princípio” às explicações de Tales, Anaximandro e Anaxímenes.
Identificar, no texto-base, as justificativas dadas para cada princípio (água, ápeiron/indeterminado, ar) e comparar semelhanças e diferenças entre as propostas.
Desenvolver leitura filosófica inicial por meio de explicitação de conceitos (princípio/arché, physis, mudança/devir, contrários) e construção de argumentação simples com evidências do texto.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de
aula:
Apresentar os objetivos e ativar conhecimentos prévios com a pergunta disparadora: “Se tudo viesse de uma única coisa, qual poderia ser e por quê?”.
Distribuir o texto-base impresso (Moderna Plus
Filosofia, cap. 1, p. 15–17) e orientar a leitura por propósito (localizar no
texto a tese e a justificativa de cada filósofo).
Filósofos monistas (caracterização geral)
Tese: Os primeiros pré-socráticos citados ficaram conhecidos como monistas.
Justificativa: Identificarem apenas um
elemento/princípio como constitutivo de todas as coisas.
Tales de Mileto (o princípio é a água)
Tese: O princípio (arché) de tudo é a água.
Justificativas (no texto):
Relacionar a água à vida e germinação.
Relacionar a água também à decomposição e putrefação.
Associar a ideia ao fato de Tales ter conhecido as cheias do Rio Nilo (o que o teria levado a intuir a água como princípio).
Considerar a água um “deus inteligente” e, por isso, concluir que “todas as coisas estão cheias de deuses”.
Alertar que não restou nada do que Tales escreveu e que nem todos os relatos sobre ele são confiáveis (limite/critério de confiabilidade das fontes).
Anaximandro (o princípio é o indeterminado/ápeiron)
Tese: O princípio é o ápeiron (o “indeterminado/ilimitado”), do qual teriam surgido todos os seres materiais.
Justificativas (no texto):
Apresentar a proposta como um avanço em relação a Tales, por não depender de um princípio material determinado (como a água).
Definir ápeiron como “indeterminado” e “ilimitado”.
Sustentar que esse princípio não poderia ser conhecido pelos sentidos, mas pelo pensamento.
Explicar a mudança/devir recorrendo à luta dos contrários.
(Comentário de apoio no texto) Descrever, com Marilena Chaui, a separação de qualidades (quente/frio; seco/úmido), a formação dos seres pela luta e o retorno final ao ápeiron.
Anaxímenes (o princípio é o ar)
Tese: O princípio é o ar.
Justificativas (no texto):
Explicar que, por rarefação e condensação, o ar faz nascer e transforma todas as coisas.
Afirmar que o ar não é só elemento físico: o termo grego pneuma também significa “respiração”, “sopro de vida”, “espírito”.
Citar o fragmento: “Como nossa alma, que é ar, nos governa e sustém, assim também o sopro e o ar abraçam todo o cosmo”.
Pitágoras (o número é harmonia)
Tese: O número, entendido como harmonia e proporção, seria o princípio de tudo (estrutura racional).
Justificativas (no texto):
Indicar que quase nada se sabe sobre Pitágoras e suas obras, mas há documentos sobre a Escola Pitagórica.
Apontar que a Escola Pitagórica unia estudos de matemática e música a uma doutrina filosófico-religiosa restrita a adeptos.
Explicar que, herdeira do orfismo, a escola promoveu mudança religiosa: do culto homérico/olímpico para um culto de interioridade, com imortalidade da alma e transmigração.
Concluir que a escola não tratou só de princípios físicos do cosmo, mas construiu uma filosofia para orientar um modo de vida (austeridade, autocontrole, purificação).
Encerrar com uma escrita curta individual (bilhete
de saída): “Qual proposta monista parece mais convincente e por quê? Use uma
evidência do texto”.
MATERIAL:
Moderna Plus Filosofia, capítulo 1, páginas 16-17.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Aplicar avaliação formativa durante as estações por meio de checklist: localizar tese no texto; apresentar justificativa; comparar ao menos dois filósofos; usar vocabulário básico (princípio/arché, monismo).
Aplicar produto final: entregar o quadro comparativo preenchido (grupo) + bilhete de saída argumentativo (individual), com rubrica simples (compreensão do conteúdo; uso de evidências; clareza).
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Aplicar o mesmo foco avaliativo (compreender e comparar), reduzindo a carga de produção e aumentando apoios: fornecer quadro comparativo parcialmente preenchido (com nomes e princípios já escritos) para completar apenas “por quê” com frases curtas retiradas do texto.
Permitir resposta por seleção e pareamento: relacionar cartões “Tales/Anaximandro/Anaxímenes” a “água/ápeiron/ar” e escolher, entre 3 justificativas possíveis, a que corresponde ao texto (assinalar).
Aceitar bilhete de saída em formato guiado (frases iniciadas): “Eu escolho ____ porque no texto diz que ____”, com possibilidade de leitura em voz baixa pelo professor e marcação de trechos pelo estudante.
MATERIAL:
Pré-socráticos II
4. Filósofos monistas - Os primeiros filósofos pré-socráticos, como Tales, Anaximandro, Anaxímenes, Pitágoras, Heráclito e Parmênides, que viveram entre os séculos VI a.C. e V a.C., ficaram conhecidos como monistas, porque identificaram apenas um elemento constitutivo de todas as coisas.
5. Tales: o princípio é a água - Tales: o princípio é a água Tales de Mileto é considerado o primeiro filósofo e um dos "sete sábios da Grécia". Foi também o matemático responsável por transformar em conhecimento científico o saber empírico da geometria prática dos egípcios, além de ter calculado a altura de uma pirâmide comparando a sombra dela com a sombra de uma estaca de madeira. Como astrônomo, teria previsto um Tales de Mileto é considerado o primeiro filósofo e um dos “sete sábios da Grécia”. Foi também o matemático responsável por transformar em conhecimento científico o saber empírico da geometria prática dos egípcios, além de ter calculado a altura de uma pirâmide comparando a sombra dela com a sombra de uma estaca de madeira. Como astrônomo, teria previsto um eclipse solar.
6. Talvez por ter conhecido as cheias do Rio Nilo, intuiu que a água devia ser o princípio de tudo, por estar ligada Vida e germinação, mas também å decomposição e å putrefação. Por considerar a água um "deus inteligente", concluiu que "todas as coisas estão cheias de deuses". Como não restou nada do que escreveu, nem todos os relatos a respeito dele são confiáveis. Talvez por ter conhecido as cheias do Rio Nilo, intuiu que a água devia ser o princípio de tudo, por estar ligada à vida e à germinação, mas também à decomposição e à putrefação. Por considerar a água um “deus inteligente”, concluiu que “todas as coisas estão cheias de deuses”. Como não restou nada do que escreveu, nem todos os relatos a respeito dele são confiáveis.
7. Anaximandro: o princípio é o indeterminado As ideias de Anaximandro representaram um avanço em relação as de seu contemporâneo Tales, por não se relacionarem a um princípio material como a água, mas ao ápeiron (termo grego que As ideias de Anaximandro representaram um avanço em relação às de seu contemporâneo Tales, por não se relacionarem a um princípio material como a água, mas ao ápeiron (termo grego que significa “indeterminado”, “ilimitado”), o qual teria dado origem a todos os seres materiais. Desse modo, Anaximandro concluiu que esse princípio indeterminado não poderia ser conhecido pelos sentidos, significa "indeterminado", "ilimitado"), o qual teria dado origem a todos os seres materiais. Desse modo, Anaximandro concluiu que esse princípio indeterminado não poderia ser conhecido pelos sentidos, mas pelo pensamento. Para explicar a mudança, ele recorreu à luta dos contrários. mas pelo pensamento. Para explicar a mudança, ele recorreu luta dos contrários.
8. A respeito disso, comentou a professora Marilena Chaui:
“Como surge o mundo? Por um movimento circular turbilhonante que irrompe em diversos pontos do ápeiron. Nesse movimento, separam-se do ilimitado--indeterminado as duas primeiras determinações ou qualidades: o quente e o frio, dando origem ao fogo e ao ar; em seguida, separam-se o seco e o úmido, dando origem à terra e à água. Essas determinações combinam-se ao lutar entre si e os seres vão sendo formados como resultado dessa luta, quando um dos contrários domina os outros. O devir é esse movimento ininterrupto da luta entre os contrários e terminará quando forem todos reabsorvidos no ápeiron”.
9. Anaxímenes: o princípio é o ar - De acordo com Anaxímenes, o princípio é o ar, o qual, por meio da rarefação e da condensação, faz nascer e transforma todas as coisas. Para o filósofo, o ar é mais do que o aspecto físico de um elemento. O termo grego para designá-lo é pneuma, que também significa "respiração", "sopro de Vida", "espírito". Segundo um fragmento atribuído ao filósofo, "Como nossa alma, que é ar, nos governa e sustém, assim também o sopro e o ar abraçam todo o cosmo". De acordo com Anaxímenes, o princípio é o ar, o qual, por meio da rarefação e da condensação, faz nascer e transforma todas as coisas. Para o filósofo, o ar é mais do que o aspecto físico de um elemento. O termo grego para designá-lo é pneuma, que também significa “respiração”, “sopro de vida”, “espírito”. Segundo um fragmento atribuído ao filósofo, “Como nossa alma, que é ar, nos governa e sustém, assim também o sopro e o ar abraçam todo o cosmo”.
10. Pitágoras: o número é harmonia - Para Pitágoras, filósofo que se estabeleceu na Magna Grécia e foi contemporâneo de Anaxímenes, o número, entendido como harmonia e proporão, seria o princípio de tudo. Portanto, o número representaria uma estrutura racional.
11. Quase nada se sabe sobre Pitágoras e suas obras, mas há documentos sobre a Escola Pitagórica, a qual, além de estudos de matemática e música, mantinha uma doutrina de cunho filosófico-religioso restrita a adeptos.
12. Herdeira do orfismo, essa escola representou uma sensível mudança na religiosidade grega, até então centrada na tradição homérica e no culto aos deuses do Olimpo. A diferença ocorreu na passagem para um culto voltado para a interioridade, que admitia a imortalidade das almas, a transmigração destas e sua superioridade em relação aos corpos, o que exigia um conjunto de práticas de austeridade, autocontrole e purificação. Desse modo, a Escola Pitagórica não tratou apenas dos aspectos físicos dos princípios do cosmo, mas construiu uma filosofia para orientar determinado modo de Vida.
Nossa aula foi:
1ºA,
1ºB,
1ºC,
EIXO TEMÁTICO
(EM13CHS103) Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
(GO-EMCHS103A) Identificar o objeto e os objetivos das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas elaborando hipóteses sobre os processos sociais, políticos, econômicos, espaciais, ambientais e culturais para distinguir suas aproximações e diferenças frente a outras ciências.
Compreender o que é Filosofia, seus conceitos, suas origens e suas características.
Analisar a passagem da Mitologia para a Filosofia e o Surgimento da Pólis, conceituando a DOXA EPISTEME: a diferença entre a opinião e o conhecimento e o posicionamento crítico e questionador da filosofia
Subjetividade
Os objetivos da aula são:
Compreender o conceito de monismo e relacionar a ideia de “um princípio” às explicações de Tales, Anaximandro e Anaxímenes.
Identificar, no texto-base, as justificativas dadas para cada princípio (água, ápeiron/indeterminado, ar) e comparar semelhanças e diferenças entre as propostas.
Desenvolver leitura filosófica inicial por meio de explicitação de conceitos (princípio/arché, physis, mudança/devir, contrários) e construção de argumentação simples com evidências do texto.
Apresentar os objetivos e ativar conhecimentos prévios com a pergunta disparadora: “Se tudo viesse de uma única coisa, qual poderia ser e por quê?”.
Filósofos monistas (caracterização geral)
Tese: Os primeiros pré-socráticos citados ficaram conhecidos como monistas.
Tese: O princípio (arché) de tudo é a água.
Relacionar a água à vida e germinação.
Relacionar a água também à decomposição e putrefação.
Associar a ideia ao fato de Tales ter conhecido as cheias do Rio Nilo (o que o teria levado a intuir a água como princípio).
Considerar a água um “deus inteligente” e, por isso, concluir que “todas as coisas estão cheias de deuses”.
Alertar que não restou nada do que Tales escreveu e que nem todos os relatos sobre ele são confiáveis (limite/critério de confiabilidade das fontes).
Tese: O princípio é o ápeiron (o “indeterminado/ilimitado”), do qual teriam surgido todos os seres materiais.
Apresentar a proposta como um avanço em relação a Tales, por não depender de um princípio material determinado (como a água).
Definir ápeiron como “indeterminado” e “ilimitado”.
Sustentar que esse princípio não poderia ser conhecido pelos sentidos, mas pelo pensamento.
Explicar a mudança/devir recorrendo à luta dos contrários.
(Comentário de apoio no texto) Descrever, com Marilena Chaui, a separação de qualidades (quente/frio; seco/úmido), a formação dos seres pela luta e o retorno final ao ápeiron.
Tese: O princípio é o ar.
Explicar que, por rarefação e condensação, o ar faz nascer e transforma todas as coisas.
Afirmar que o ar não é só elemento físico: o termo grego pneuma também significa “respiração”, “sopro de vida”, “espírito”.
Citar o fragmento: “Como nossa alma, que é ar, nos governa e sustém, assim também o sopro e o ar abraçam todo o cosmo”.
Tese: O número, entendido como harmonia e proporção, seria o princípio de tudo (estrutura racional).
Indicar que quase nada se sabe sobre Pitágoras e suas obras, mas há documentos sobre a Escola Pitagórica.
Apontar que a Escola Pitagórica unia estudos de matemática e música a uma doutrina filosófico-religiosa restrita a adeptos.
Explicar que, herdeira do orfismo, a escola promoveu mudança religiosa: do culto homérico/olímpico para um culto de interioridade, com imortalidade da alma e transmigração.
Concluir que a escola não tratou só de princípios físicos do cosmo, mas construiu uma filosofia para orientar um modo de vida (austeridade, autocontrole, purificação).
Moderna Plus Filosofia, capítulo 1, páginas 16-17.
Aplicar avaliação formativa durante as estações por meio de checklist: localizar tese no texto; apresentar justificativa; comparar ao menos dois filósofos; usar vocabulário básico (princípio/arché, monismo).
Aplicar produto final: entregar o quadro comparativo preenchido (grupo) + bilhete de saída argumentativo (individual), com rubrica simples (compreensão do conteúdo; uso de evidências; clareza).
Aplicar o mesmo foco avaliativo (compreender e comparar), reduzindo a carga de produção e aumentando apoios: fornecer quadro comparativo parcialmente preenchido (com nomes e princípios já escritos) para completar apenas “por quê” com frases curtas retiradas do texto.
Permitir resposta por seleção e pareamento: relacionar cartões “Tales/Anaximandro/Anaxímenes” a “água/ápeiron/ar” e escolher, entre 3 justificativas possíveis, a que corresponde ao texto (assinalar).
Aceitar bilhete de saída em formato guiado (frases iniciadas): “Eu escolho ____ porque no texto diz que ____”, com possibilidade de leitura em voz baixa pelo professor e marcação de trechos pelo estudante.
Pré-socráticos II
4. Filósofos monistas - Os primeiros filósofos pré-socráticos, como Tales, Anaximandro, Anaxímenes, Pitágoras, Heráclito e Parmênides, que viveram entre os séculos VI a.C. e V a.C., ficaram conhecidos como monistas, porque identificaram apenas um elemento constitutivo de todas as coisas.
5. Tales: o princípio é a água - Tales: o princípio é a água Tales de Mileto é considerado o primeiro filósofo e um dos "sete sábios da Grécia". Foi também o matemático responsável por transformar em conhecimento científico o saber empírico da geometria prática dos egípcios, além de ter calculado a altura de uma pirâmide comparando a sombra dela com a sombra de uma estaca de madeira. Como astrônomo, teria previsto um Tales de Mileto é considerado o primeiro filósofo e um dos “sete sábios da Grécia”. Foi também o matemático responsável por transformar em conhecimento científico o saber empírico da geometria prática dos egípcios, além de ter calculado a altura de uma pirâmide comparando a sombra dela com a sombra de uma estaca de madeira. Como astrônomo, teria previsto um eclipse solar.
6. Talvez por ter conhecido as cheias do Rio Nilo, intuiu que a água devia ser o princípio de tudo, por estar ligada Vida e germinação, mas também å decomposição e å putrefação. Por considerar a água um "deus inteligente", concluiu que "todas as coisas estão cheias de deuses". Como não restou nada do que escreveu, nem todos os relatos a respeito dele são confiáveis. Talvez por ter conhecido as cheias do Rio Nilo, intuiu que a água devia ser o princípio de tudo, por estar ligada à vida e à germinação, mas também à decomposição e à putrefação. Por considerar a água um “deus inteligente”, concluiu que “todas as coisas estão cheias de deuses”. Como não restou nada do que escreveu, nem todos os relatos a respeito dele são confiáveis.
7. Anaximandro: o princípio é o indeterminado As ideias de Anaximandro representaram um avanço em relação as de seu contemporâneo Tales, por não se relacionarem a um princípio material como a água, mas ao ápeiron (termo grego que As ideias de Anaximandro representaram um avanço em relação às de seu contemporâneo Tales, por não se relacionarem a um princípio material como a água, mas ao ápeiron (termo grego que significa “indeterminado”, “ilimitado”), o qual teria dado origem a todos os seres materiais. Desse modo, Anaximandro concluiu que esse princípio indeterminado não poderia ser conhecido pelos sentidos, significa "indeterminado", "ilimitado"), o qual teria dado origem a todos os seres materiais. Desse modo, Anaximandro concluiu que esse princípio indeterminado não poderia ser conhecido pelos sentidos, mas pelo pensamento. Para explicar a mudança, ele recorreu à luta dos contrários. mas pelo pensamento. Para explicar a mudança, ele recorreu luta dos contrários.
8. A respeito disso, comentou a professora Marilena Chaui:
“Como surge o mundo? Por um movimento circular turbilhonante que irrompe em diversos pontos do ápeiron. Nesse movimento, separam-se do ilimitado--indeterminado as duas primeiras determinações ou qualidades: o quente e o frio, dando origem ao fogo e ao ar; em seguida, separam-se o seco e o úmido, dando origem à terra e à água. Essas determinações combinam-se ao lutar entre si e os seres vão sendo formados como resultado dessa luta, quando um dos contrários domina os outros. O devir é esse movimento ininterrupto da luta entre os contrários e terminará quando forem todos reabsorvidos no ápeiron”.
9. Anaxímenes: o princípio é o ar - De acordo com Anaxímenes, o princípio é o ar, o qual, por meio da rarefação e da condensação, faz nascer e transforma todas as coisas. Para o filósofo, o ar é mais do que o aspecto físico de um elemento. O termo grego para designá-lo é pneuma, que também significa "respiração", "sopro de Vida", "espírito". Segundo um fragmento atribuído ao filósofo, "Como nossa alma, que é ar, nos governa e sustém, assim também o sopro e o ar abraçam todo o cosmo". De acordo com Anaxímenes, o princípio é o ar, o qual, por meio da rarefação e da condensação, faz nascer e transforma todas as coisas. Para o filósofo, o ar é mais do que o aspecto físico de um elemento. O termo grego para designá-lo é pneuma, que também significa “respiração”, “sopro de vida”, “espírito”. Segundo um fragmento atribuído ao filósofo, “Como nossa alma, que é ar, nos governa e sustém, assim também o sopro e o ar abraçam todo o cosmo”.
10. Pitágoras: o número é harmonia - Para Pitágoras, filósofo que se estabeleceu na Magna Grécia e foi contemporâneo de Anaxímenes, o número, entendido como harmonia e proporão, seria o princípio de tudo. Portanto, o número representaria uma estrutura racional.
11. Quase nada se sabe sobre Pitágoras e suas obras, mas há documentos sobre a Escola Pitagórica, a qual, além de estudos de matemática e música, mantinha uma doutrina de cunho filosófico-religioso restrita a adeptos.
12. Herdeira do orfismo, essa escola representou uma sensível mudança na religiosidade grega, até então centrada na tradição homérica e no culto aos deuses do Olimpo. A diferença ocorreu na passagem para um culto voltado para a interioridade, que admitia a imortalidade das almas, a transmigração destas e sua superioridade em relação aos corpos, o que exigia um conjunto de práticas de austeridade, autocontrole e purificação. Desse modo, a Escola Pitagórica não tratou apenas dos aspectos físicos dos princípios do cosmo, mas construiu uma filosofia para orientar determinado modo de Vida.