Aula 8 Heráclito

TEMA: Heráclito
Nossa aula foi:
1ºA, quinta-feira, 19 de março de 2026. Previsão de aplicação de prova. Aula dada em quinta-feira, 26 de março de 2026. 
1ºB, quinta-feira, 19 de março de 2026. Alteração da pauta da aula para Civismo e Cidadania com vistas na prova.
1ºC, quinta-feira, 19 de março de 2026.
 
EIXO TEMÁTICO
 
HABILIDADE NA BNCC
(EM13CHS103) Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCHS103A) Identificar o objeto e os objetivos das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas elaborando hipóteses sobre os processos sociais, políticos, econômicos, espaciais, ambientais e culturais para distinguir suas aproximações e diferenças frente a outras ciências.
Compreender o que é Filosofia, seus conceitos, suas origens e suas características.
Analisar a passagem da Mitologia para a Filosofia e o Surgimento da Pólis, conceituando a DOXA EPISTEME: a diferença entre a opinião e o conhecimento e o posicionamento crítico e questionador da filosofia
 
CONTEÚDO
Subjetividade
 
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Identificar a tese “tudo flui” e relacioná-la à ideia de devir/mudança contínua no real (parágrafos 2 e 4).
Explicar, com base no texto, como a “luta dos contrários” se conecta à noção de harmonia (parágrafo 3).
Extrair e interpretar uma ideia central de um fragmento citado (“A guerra é pai de todos, rei de todos”) e conectá-la ao argumento do texto (parágrafo 3).
Registrar por escrito uma síntese curta e conceitualmente correta, usando evidências do texto (habilidade de análise e argumentação a partir de fontes).
 
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de aula:
No quadro, escrever as perguntas-guia: “O que muda?”, “O que permanece?”, “Contradição atrapalha ou explica?”.
 
Explicar o objetivo da aula e pedir que cada aluno copie 2 objetivos no caderno (para aumentar intencionalidade e autorregulação).
 
Indicar o texto no livro Moderna Plus Filosofia, p. 17 e orientar uma leitura silenciosa.
 
Regra de marcação individual: sublinhar 1 frase por parágrafo (1 a 4) que pareça “mais importante” e circular 3 palavras-chave totais no texto (ex.: “devir”, “contrários”, “fogo”).
Parágrafo 1 (introdução do recorte e problemas):
Sublinhar: “Essa importância decorre da maneira rigorosa com a qual eles propuseram e discutiram algumas questões, como a que envolve o movimento ou a imobilidade e a que se relaciona à multiplicidade ou à unidade do ser.”
 
Parágrafo 2 (tudo flui/devir):
Sublinhar: “Todas as coisas mudam sem cessar, e o que temos diante de nós em dado momento é diferente do que foi há pouco e do que será depois.”
 
Parágrafo 3 (contrários, guerra e harmonia):
Sublinhar: “O que mantém o fluxo do movimento não é o simples aparecer de novos seres, mas a luta dos contrários, pois, como afirma em um de seus conhecidos fragmentos, ‘A guerra é pai de todos, rei de todos’.”
 
Parágrafo 4 (fogo como princípio/símbolo do devir):
Sublinhar: “Para ele, o dinamismo de todas as coisas pode ser explicado pelo fogo primordial, expressão visível da instabilidade e símbolo da eterna agitação do devir, identificado como um fogo eterno e vivo que ora se acende, ora se apaga.”
 
O que circular (3 palavras-chave no texto todo)
Circule exatamente estas 3 (ou sinônimos que apareçam no seu material impresso):
“devir”
 
“contrários”
 
“fogo”
 
Protocolo ativo “Anotar–Perguntar–Conectar”
Cada estudante responde no caderno, individualmente:
Anotar: “Em 2–3 linhas, o que Heráclito quer compreender?” (use parágrafo 2).
Tarefa individual (produto de aula): “Escreva um parágrafo (6–8 linhas) respondendo: Como Heráclito explica a realidade em mudança e qual é o papel dos contrários? Use pelo menos 2 referências ao texto (parágrafo 2/3/4).”
 
MATERIAL:
Moderna Plus Filosofia, página 17.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Compreensão conceitual: identifica “tudo flui/devir” e contrários com sentido correto.
Evidência textual: usa pelo menos 2 elementos do texto (ideias, termos ou referência a parágrafos).
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Entregar um roteiro com frases iniciadas (o aluno completa):
 
“Para Heráclito, tudo flui porque ______.”
 
“A realidade muda, isso se chama ______ (devir/mudança).”
 
“A harmonia nasce da ______ dos contrários.”
 
“O fogo significa ______.”
 
Exigir 4–6 linhas no total, aceitando palavras-chave corretas.
 
MATERIAL:
Heráclito
1. Vários dos pré-socráticos citados, como Tales e Pitágoras, foram fundamentais para a história da filosofia e ainda despertam o interesse de estudiosos e leigos. No entanto, optamos por destacar Heráclito e Parmênides em razão da influência que exerceram nos pensadores posteriores, principalmente em Platão e Aristóteles. Essa importância decorre da maneira rigorosa com a qual eles propuseram e discutiram algumas questões, como a que envolve o movimento ou a imobilidade e a que se relaciona à multiplicidade ou à unidade do ser.
 
Heráclito: tudo flui
2. Heráclito procurou compreender a multiplicidade do real. Diferentemente de seus contemporâneos – como Parmênides –, ele não rejeitava as contradições e queria apreender a realidade em sua mudança, em seu devir. Todas as coisas mudam sem cessar, e o que temos diante de nós em dado momento é diferente do que foi há pouco e do que será depois.
3. Para Heráclito, o ser é o múltiplo, não apenas no sentido de que há uma multiplicidade de coisas, mas por ser constituído de oposições. O que mantém o fluxo do movimento não é o simples aparecer de novos seres, mas a luta dos contrários, pois, como afirma em um de seus conhecidos fragmentos, “A guerra é pai de todos, rei de todos”. É da luta que nasce a harmonia, como síntese dos contrários.
4. Para ele, o dinamismo de todas as coisas pode ser explicado pelo fogo primordial, expressão visível da instabilidade e símbolo da eterna agitação do devir, identificado como um fogo eterno e vivo que ora se acende, ora se apaga.